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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Só aquilo


Hoje eu saí de casa com o objetivo de me sentir livre,leve e solta.Literalmente.Queria ver na minha sombra refletida no chão,meus cabelos voando por causa do vento que batia neles e quase os levava junto,na direção do dia.Olhei o céu, não totalmente azul, tinha nuvens espalhadas, aquela inconstância me agradava.Eu andava devagar,respirava devagar,tentando sentir cada molécula do ar que entrava pelo meu nariz.Quando saí na rua acho que até chamei a atençao,pois todo mundo estava com pressa,correndo,preocupado,moderno.E eu na minha calma,dentro do meu objetivo,passos leves,respiração profunda e cabelos ao vento, e eu não tinha também nenhum lenço ou documento.Depois de fechar de leve o portão,coisa não habitual,pois sempre o bato com força,dei de cara com uma senhora,que não devia ser tão velha,mas que na aparência era.Tinha olhos bem pequeninos e cerrados,como se quisesse se fechar totalmente pra esse nosso mundo maldoso que a fazia parecer mais velha.
Meu sorriso de Monalisa estava impresso no rosto,só uma bomba o poderia arrancar dali.
Fui andando,quer dizer,quase volitando por aí.
Chegando mais à frente avistei o velhinho simpático que queria me vender relógios em uma outra semana passada.Ela estava sentado,sem nenhum propósito numa cadeira qualquer da sorveteria.O cumprimentei,ele pegou na minha mão.Mas que mãozinha mais quentinha tinha senhor Lorenzo!Minhas mãos ,que estavam geladas,devido ao frio que fazia,agradeceram àquelas mãozinhas macias e quentes do velho senhor.E foi um cumprimento demorado.Parecia que ,com aquele aperto de mãos,ele queria pegar um pouco da minha juventude ou então me passar o mínimo que fosse de sua sabedoria.
Eu havia saído de casa um pouco mais cedo,exatamente para poder cumprir o objetivo. Livre.Leve.Solta.Senhor Lorenzo me pegou de papo:
-Quando vai comprar o relógio, menina?
Eu adoro quando as pessoas me chama de ''menina'', me sinto ainda criança.
-Pode deixar,quando meu pai me der meu próximo dinheiro,eu vou guardar só pra comprar aquele relógio!
-Ah tah.
Não me lembro em que contexto,surgiu o assunto música(ele fazia esse assunto surgir de propósito para contar suas vantagens).
-Eu ganhava dinheiro,menina! Comprei até uma casa em Montes Claros.
-Annh,mas agora arte não dá dinheiro não, seu Lorenzo.
-Ah,mas naquela época dava.Eu que trabalhei com Orlando Silva,( e ele falava outros tantos nomes que eu nunca tinha ouvido) e tocava bateria e sax!
Eu ouvia aquilo com a máxima atenção possível,mesmo que aquilo não fosse verdade,eu queria que ele se deliciasse naquelas memórias e que houvesse alguém que desse importância e acreditasse.Aquele alguém era eu.
Me toquei que tinha horário para chegar no colégio.Me despedi com muito custo de seu Lorenzo,pois ele sempre puxava outro assunto e eu não o cortava de forma alguma.
Virei a esquina e andei rápido.Percebi que o velho senhor tinha me atrapalhado no objetivo,eu agora tinha que correr,tinha que pensar no relógio,tinha que respirar rápido e andar pesado.
Lá na frente,já com pressa e medo de perder a aula,vinha uma moça com uns celulares na mão,divertindo-se com uma amiga ao lado.
Perguntei as horas.
-3 e 50 e ... 4 horas!
-Obrigada ,moça.
Mas que droga,ela não podia nem me aliviar um pouquinho?Podia muito bem dizer : São 3 e 58,59.Mas não,disse 4 horas,só pra me apavorar mais e eu ter que correr também mais.
Acho que as pessoas deveriam ser mais compreensivas.
Cheguei na sala de aula,a professora já tinha começado a aula de química.
Caí na realidade.
Presa.Pressa.Dependência.Frio.
Não tinha mais mãos quentes,macias e musicais de seu Lorenzo ou o olhar pequeno da senhora aparentemente velha.
Tinha horários a cumprir,tabelas para decorar e provas a fazer.
E mais nada de leveza.
Mais nada de liberdade.
Era só aquilo.
Decepção.

H.Reis

Depois de ler um livro


Ai gente,acabei de acabar um livro.
Tá fresquinho na minha cebeça ainda,resolvi vir aqui falar pra vocês.
O livro chama ''Depois daquela viagem'' e conta a história verídica de uma adolescente,em 1987,que pega AIDS na primeira vez dela,com 16 anos.Tipo o ó, né?Pois então,e ainda tava numa época em que a AIDS era coisa nova,sinônimo de morte,gay,sexo anal e irresponsabilidade.
Mas Valéria tenta viver normalmente e acaba descobrindo o preconceito latente das pessoas em relação à essa doença.Achei lindo o livro,de verdade.
Val é cronista,escreve pra revistas teens e vive muito bem.
Parabéns,Val,continue assim,fazendo todo mundo abrir os olhos para o preconceito!
E créditos e agradecimentos a minha amiga Jess,que me incentivou a ler o livro e de quebra,me emprestou.Obrigada, amiga.

H.Reis

sábado, 5 de junho de 2010

Post que imita ao da autora problemática.

Olá,gente! Eu achei que a autobibliografia da Let ficou bem mais interessante e tem coisas legais,por isso resolvi fazer outra pra mim com os mesmos aspectos que ela pôs na dela.Pra ficar mais democrático.Algumas coisas já tem no meu primeiro texto,mas não tem problema repeti-las!Ou tem?
Ah,lá vai!

Nome:Helena Angélica Silva Reis
Apelidos: Lelé(meu pai),Lelis,raramente(minha mãe).As outras pessoas normais me chama só de Helena mesmo,eu prefiro.
Dia e mês de nascimento: Quatro de novembro.
Signo: Ao contrário da Amica,eu acredito muito em astrologia.Escorpião.
Olhos: Castanhos bem escuros,quase pretos.Iguais ao da personagem do texto Ela.
Cabelos: Pretíssimos.
Pele: Cor de chocolate.
Profissão: Estudante e blogueira(hehe)
Hobbies: Ler,escrever,conversar no MSN,ver televisão,ah sei lá!
Cor preferida: De acordo com o meu humor.Parece um pouco com a Let,no momento é azul .
Música:MPB, Pop, Bossa Nova...ah gosto de tudo um pouco,mas não me venha com pagode,pelamordedeus!
Amigo: Todos!
Amiga: Todas!
Comida preferida: Strogonoff da minha mãe, com o arroz branco da minha mãe e alface de qualquer sacolão decente.
Doce: Brigadeiro.Não, não existem mais gostosos!
Adora: Sentir frio,água com gás,chocolate,ler e mais algumas coisas que não me lembro agora.
Odeia: Espirrar!
Perfume: Não sou muito de perfume, gosto mais do cheiro natural de cada pessoa.
Livro: ''Memórias Póstumas de Brás Cubas'' Machado de Assis
Filme: ''Sociedade dos Poetas Mortos''
Escritor: Fernando Sabino,Franz Kafka,Fernando Pessoa,são tantos...
Cantor(a): Marisa Monte
Banda: Morcheeba
Ator/Atriz: Lima Duarte e Lília Cabral.
Sonhos: São volúveis mas ainda os tenho.São tantos.
Roupa: Ah, a que cair melhor em mim.
Animal: Não sou assim apaixonada por animais.Era apaixonada por minha cachorrinha Lessie,mas minha mãe deu ela pra uma velha colecionadora de animais domésticos(tinha gato até dentro da pia da casa dela) ,ela fugiu e nunca mais apareceu.
Coração: Ainda o tenho.Ainda.
Corpo: Falso-magro ou nada-magro?
Orgulho: Tenho um pouco,mas muito pouco.
Dinheiro: Ainda dependo muito dele,dou valor excessivo mas não penso só nisso.
Vida: Do meu jeito.Fica boa quando eu quero.Sempre sorrindo.
Tempo: Voando,principalmente quando estou fazendo o que gosto.
Acredita: Não acredito em quase nada. ''Tienes que dudar de todo'' (René Descartes).Lembro sempre do Atílio falando isso.
Duvida: Dos olhares oblíquos.
Tristeza: Ser dura demais às vezes.Ou ser mole demais outras vezes.Nunca dá certo a exceção.Mas também nunca cheguei num meio termo.
Gostoso: Ir tomar sol na varandinha.Conversar com a minha avó Tonha e rir das coisas que ela fala.
Doença: Preguiça, gula, coulrofobia(medo de palhaços), ablepsiofobia(medo de ficar cega)claustrofobia(medo de lugares fechados e multidões)
Vício
: Chocolate,internet e música alta aos sábados.
Importante: Amo aulas de literatura e história.Química?Não,obrigada.
Precisa urgente: De inspiração pra terminar de escrever Estrada e homens sujos.
Compromisso: Nossa!Não,obrigada mesmo!
Relaxante: Sauna.
Saudade: Da minha infância feliz e sem compromisso.Da minha vó Lenita.
Aventura:Minha vida já é uma aventura em si.Cada dia uma coisa diferente.
Lugar ideal: Paris, a cidade dos amantes.
Medo: De ser assaltada de novo.Né Let,cê não tem?
Estação do ano: Nenhuma em especial.Só não gosto dos excessos: muito calor,muito frio.Mas gosto de um dia cinzento e fresco.Nada de sol demais ou chuva demais.
Decepção: Foram tantas e serão tantas.É isso que me entristece.
Mania:Decorar aniversário de todo mundo que conheço(pode apostar que sei o seu).Tomar a benção meus pais,tios e avós,mesmo que isso pareça muito velho e retrô,eu faço.Adoro coisas retrôs,hehe,mas não faço isso por só por gosto e também por respeito.Gostar de solidão,comer gelo e algumas outras que não me lembro agora.
Programão: Qualquer um animado com pessoas que eu gosto.
Defeito: Sou sincera demais,e tô pouco me lixando pro que os outros vão pensar.Se gosto,gosto.Se não gosto e você ama,bom pra você!E não tenho paciência com gente burra ou repetitiva.
Esporte: Dormir,hehe,brincadeira.Handball
Antipatia: De gente metida.

Pois é, isso é um pouquinho de mim,um pouquinho dessa ''menina chocolate''.
H.Reis

terça-feira, 1 de junho de 2010

Uma auto-biografia

Estou lotada de coisas pra fazer,mas ainda assim vou escrever.
Pois vamos lá,sou Helena Angélica Silva Reis(odeeeio esse Angélica,parece nome de personagem de novela mexicana), uma escorpiana que nasceu dia 04/11/1993.Sou mulata, filha de pai negro e mãe branca.Muito extrovertida,falante,exagerada e bem humorada.Sonhadora até demais.Quem me conhece sabe.Mas quem me conhece esta lendo isso só pra ver se descobre mais algum detalhe da minha vidinha,né?Há!
Nasci em uma cidade histórica chamada Sabará,região metropolitana de Belo Horizonte(MG).
Lá vivi durante 15 anos.Agora me mudei para BH.
Sou muito amiga.Sempre estou apaixonada(é impressionante).
Gosto muito de gente.Gente me fascina.Seria capaz de ficar um dia inteiro em uma rodoviária só observando as pessoas,seus traços e jeitos.Tiraria fotos também,pois adoro isso.
Desde pequenina,meu sonho é ser atriz.Minha mãe ficava deixando isso pra lá .Tipo um ''Aham,Claúdia,senta lá!''.Eu fui crescendo,querendo ser tudo,mas o teatro sempre na minha minha cabeça.Até que um dia eu resolvi que iria fazer teatro e cursar a faculdade de Artes Cênicas.Ah,pra quê? Meus pais enlouqueceram,me fizeram chorar e me proibiram de fazer teatro até terminar o ensino médio.Disseram que isso atrapalharia meus estudos e que tomaria muito meu tempo.Chorei o Atlântico mas não adiantou.Desde esse dia esse sonho vem quase morrendo em mim.Fiquei muito triste,realmente.Agora estou tentando abafar o Teatro com o Jornalismo.Que é a segunda coisa que pensava em fazer.Acabou virando a primeira que abafou a outra primeira.Que coisa!Mas parei de sofrer por isso,o que tiver de ser, será.
Amo ler.Leio muito,leio tudo ao mesmo tempo,mas não ao ponto de confundir os personagens de uma trama com os de outra.Escrevo também.Adoro.Comecei com isso numa aula tediosa de filosofia em 2009.Meu professor que me perdoe,mas aquela estava sim muito chata.Comecei escrevendo o Aleijada, que é o último texto desse blog,lááá embaixo.
Amo música também,não vivo sem.Escuto muito MPB.Tenho Chico Buarque como um ídolo,mas também curto os outros artistas como Elis,Caetano,Oswaldo Montenegro,Ivan Lis e por aí vai.Escuto pop também.No momento estou ouvindo muito Lady Gaga.
Tenho 3 irmãos.Léo,Wellington(coitado,imagina pra escrever esse nome quando estava aprendendo a escrever?) e Laura.Tenho duas sobrinhas mais que lindas,Mariana e Isabela.
Pois é,por agora não estou com nada mais de interessante para falar.Nem sei se isso que contei foi interessante,mas enfim...
Beijos de H.Reis

sábado, 29 de maio de 2010

Ajuda involuntária


Luísa estava se achando um lixo.
Achava seus cachos cacheados demais,poderiam ser menos.
Seus lábios finos demais,poderiam ser mais grossos.
Seus olhos pretos demais,poderiam ser mais claros.
Suas narinas abertas demais,poderiam ser mais delicadas.
Seus joelhos tinham algumas cicatrizes,que ela havia conseguido quando pequena,de tanto correr,cair,se machucar e voltar a brincar.
Achava seus seios estranhos, ainda não tinha se acostumando a andar carregando aqueles dois pesos abaixo de seu pescoço.
Suas pernas,para ela,eram grossas demais,poderiam ser mais finas e esbeltas.
E assim andava pelas ruas de sua cidade,sem nenhum propósito,a não ser o de ser achar um lixo.
Até que se cansou e sentou em um banco verde de madeira envelhecida.Um banco qualquer da praça.
Colocou o fone de ouvido e fingiu estar ouvindo alguma coisa.Prestava atenção mesmo era nas crianças que corriam por ali.Nas adolescentes felizes com suas primeiras paixões.
Até que uma senhora bem elegante passou e resolveu se sentar no banco verde de madeira envelhecida também.Luísa percebeu que aquela senhora a olhava muito.Olhava todas as suas partes.Os cachos cacheados demais.Os olhos pretos demais.As narinas não delicadas.As cicatrizes em seu joelho.Seus seios estranhos e pernas grossas.Percebeu então,depois de um tempo,que aquela senhora a invejava,mas uma inveja boa.Alguma coisa na cabeça de Luísa a dizia que aquela senhora já havia sido exatamente igual a ela, com suas dúvidas, imperfeições e frustrações.
Logo depois sentou no mesmo banco verde de madeira envelhecida um senhor,também elegante,com um jornal na mão.O senhor também começou a olhá-la,de maneira mais discreta,é claro,como quem fingia ler o jornal.O senhor não tirava os olhos de suas pernas grossas que podiam ser mais esbeltas.
Luísa sentiu uma coisa diferente.Naquele momento parou de se achar um lixo.Percebeu que era invejada por aquela senhora e desejada por aquele senhor.E nada a fez mais feliz.
Ela podia até não ser a mais linda, a mais magra,a mais esbelta,mas era jovem.E sua juventude ninguém podia arrancar dela.Só o tempo.E desde aquele momento começou a se achar sufuciente.Suficientemente bonita.Deciciu que aproveitaria o máximo sua juventude,pois ela passa rápido e quando menos esperasse seus joelhos não mais funcionariam,seus cachos seriam brancos e sua boca murcha,suas pernas sem vida.
E foi assim,com a ajuda involuntária daqueles dois,que aprendeu a se aceitar.

H.Reis

amor, segredos, uma imagem...

''Se o amor é um segredo eu nunca terei o código correto,
mas se já tive um dia estava ocupada demais tentando salvar uma imagem que nunca tive.''
Bruna Melo

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A meretriz

Era uma meretiz, mas uma meretriz diferente.
Sua pele tão branca, leitosa e quente a diferenciava das outras que pareciam, por mais brancas que fossem, ter uma sujeira impregnada; uma sujeira profunda. Uma sujeira na alma.
Seus lábios com uma forma que parecia ter sido desenhada, chamava a atenção de todos e principalmente, de todas. As mulheres a invejavam.
Os beijos raros que alguns dos homens ganhavam daquela boca eram valorizados como jóias.
Seus cabelos vermelhos pareciam como sangue a lhe descer pela cabeça até o fino pescoço, que eram acompanhados por lindas e delicadas saboneteiras.
As mãos delgadas, brancas e alinhadas balançavam quando ela andava. Pareciam mãos de seda a volitar pelo ar. O toque sentido por elas era mais que suave.
Os olhos daquela distinta meretriz não podiam ser diferentes. Eram de cor preta, sensíveis a qualquer mudança brusca de movimento, comportamento ou luz.
O nariz parecia que nem respirava aquele ar. Era tão pequeno e perfeito que parecia moldado pelas mãos de Michelangelo.
Aquela tal meretriz era tão linda, limpa e invejada daquela maneira por razões desconhecidas por todos e , principalmente, por ela mesma.
Mas eu, que só estou a contar, sei, que era exatamente por ela ser feliz.
Transpirar, respirar e expirar felicidade e riso por onde passava.

H.Reis

Imperativo

Aproveite sua vida.
Se estiver chovendo agora,esqueça a sombrinha,vá logo tomar um banho lá fora,lavar a alma,o coração,a mente.Depois volte aqui e me conte se arrependeu.É provável que pegue um resfriadinho de leve,mas nada que te faça esquecer ou achar ruim o momento que teve consigo mesmo.As pessoas que virem podem te achar um louco.Mas oque que tem?Você é mesmo!
Se estiver um sol quente agora,esqueça o calor,vá logo tomar um banho lá fora,enchugar a alma,o coração,a mente.Depois volte aqui e me conte se arrependeu.é provável que pegue uma corzinha,mas nada que te faça mal.
Faça oque puder fazer para aproveitar o momento.Não chegue a desobedecer seus pais,mas ás vezes é bom fazer coisas escondidas.
Arrisque.Rabisque.Fisgue.
Pode ter certeza que é melhor se arrepender de ter feito alguma coisa do que se arrepender de não ter feito.

H.Reis

Filtro Solar

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Um blog pra chamar de nosso (ou Boas Vindas)

Agora temos mais uma integrante em nosso blog.E muito especial por sinal.O blog ou a integrante?
Os dois.Mas o assunto de agora é a novata.Ela é Let,minha Amica (nos chamamos assim por ser uma maneira diferenciada,carinhosa e característica nossa).Escrevo Amica com letra maiúscula por ser uma amiga personificada,presente,ausente,ocupada,invisível(ok,ok, parei com manias msnzísticas),ou seja,por ser a Let.Só ela é Amica e só eu sou Amica dela,assim como ela mencionou no seu primeiro post ''Um blog pra chamar de meu''.
Quero dar as boas,as ótimas,as perfeitas vindas a essa tão querida criatura.
Que aprendamos juntas,erramos juntas,mas sempre juntas.
Pois amigas seremos até quando Deus quiser.
Amica,te amo.

H.Reis

Sem título

Do fundo do baú...

-

Talvez a coisa simplesmente não funcione no improviso.

Talvez seja preciso pensar, maquinar, ensaiar, focalizar. Talvez seja errado pegar a caneta e esperar que venham as idéias – o certo seria, então, que viessem primeiro as idéias para depois segurar a caneta. Mas a mente falha e as mãos, mais ágeis, fazem antecipadamente seu trabalho.

Talvez seja errado sonhar acordado e se deixar iludir.

Talvez fosse melhor (esquecer) ir dormir.

-

Isso é o que acontece quando a gente faz um exercício anti-bloqueio. --‘

Beijos, Let.

terça-feira, 25 de maio de 2010

é brincadeirinha 8)

Prólogo: Um blog pra chamar de meu (ou quase isso)

Sempre quis ter um blog pra chamar de meu.

Quando tive essa idéia pela primeira vez, eu não sabia exatamente sobre o que escrever, para falar a verdade – eu tinha treze anos e tudo o que eu sabia é que eu queria muito chegar em casa, jogar minha mochila descolada no chão, abrir meu inexistente laptop descolado e entrar no meu blog descolado para escrever coisas descoladas.

Resumindo a história: eu queria ser descolada.

O problema é que eu jamais seria descolada, pelo menos não nessa encarnação. Eu me achava feia, magrela e desengonçada, e, para piorar, todo mundo na minha escola me achava feia magrela e desengonçada. Eu tinha amigas muito queridas e até me divertia bastante com elas, mas o fato é que eu era mesmo o patinho feio do grupo (e estou esperando pra virar um cisne até hoje, mas deixa quieto) e o descolamento estava longe de ser uma das minhas características marcantes. E como não havia nenhuma outra razão para o blog nascer e eu era boba demais para pensar em alguma coisa, fui adiando e a idéia acabou morrendo sem nem ter a chance de nascer direito.

O tempo passou, minha cabeça mudou e eu acabei percebendo que ser descolada era realmente um plano muito idiota e sem propósito na vida (obrigada, Senhor). De tanto ler, comecei a gostar também de escrever – infelizmente não tão bem quanto gostaria, mas enfim. Minhas redações até que eram elogiados pelas professoras de português, então eu tive novamente a idéia de criar um blog para mim.

O problema era minha falta de criatividade para criar textos que fossem interessantes para as outras pessoas. Tudo o que eu escrevia tinha a ver com coisas que eu tinha vivido e, por minhas aventuras serem tão profundas quanto um pires, não eram nem um pouco atraentes para pessoas que não estivessem diretamente envolvidas nas situações que eu descrevia.

Tudo bem, tudo bem: não eram atraentes para as pessoas envolvidas também.

De qualquer maneira, fiz uns esboços aqui, emendei umas palavras acolá e consegui concluir três textos completos. Muito orgulhosa de mim mesma, guardei minha obra na gaveta e fui dormir, feliz da vida com o blog que eu criaria no dia seguinte.

Passaram-se muitos meses e eu não criei nada além de notas vermelhas no boletim.

E assim foi. Acabei desistindo de vez e me conformando com meu destino de pseudo-escritora frustrada. Dava uma lidinha em alguns blogs por aí, ria dos textos dos outros (especialmente os da Liliane Prata, já visitaram o blog dela? Adoro), mas escrever que é bom, nada.

Um belo dia – mais precisamente, ontem à noite –, fui convidada pela Amica para participar do Gota de Limão!

Para quem não sabe, Amica é a Helena. Tenho um monte de amigas, mas Amica mesmo é só ela – e nem estou dizendo isso porque ela me fez esse convite incrível e nem porque ela sabe sobre todo o meu passado negro (que nem é tão negro assim) e pode me denunciar a qualquer momento. É porque nós somos grandes amicas, mesmo.

Mas voltando à vaca fria... fiquei muito empolgada! Era exatamente o que eu precisava: trabalhar (por falar em ambição...) com uma pessoa tão talentosa e criativa quando a Amica e ter certeza de que, se eu desanimar e acabar desistindo do blog no meio do caminho, vai haver aqui uma pessoa pronta para tocar as coisas para mim (por falar em começos otimistas...). Não poderia ser melhor.

Por isso estou aqui. Infelizmente, tenho que dizer que as abobrinhas que eu escrevo não chegam aos pés dos textos da Helena, que não sou uma pessoa profunda e minhas redações dramáticas são, quando muito, umas comédias. Mas, como a própria Helena diz, a gente tem mais é que fazer o que a gente quer sem ficar analisando demais.

Então é isso. Espero ter criatividade para escrever um monte de coisas legais, etc (por falar em despedidas calorosas... ok, parei).

Beijos, Let :)

PS: Amica, não vou desanimar e desistir do GDL, ok? Essa parte era só brincadeirinha... :D

PS²: Vou me esforçar para escrever coisas melhores da próxima vez.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Estrada e homens sujos [Parte 1]

Depois de dirigir 276 kilômetros de carro, ela resolveu parar para comer e descansar um pouco os olhos.
O primeiro lugar que avistou , entrou.
Era um recinto sujo, mal cheiroso, cheio de homens à toa que só estavam ali para beber e esperar chegar alguma mulher para que pudessem tentar ganhar uma transa.
Ela, mesmo não querendo, chamou toda a atenção daqueles homens. Usava um vestido preto, tipo tubo, bem justo e de cintura alta. Meia-calça preta e scarpins da mesma cor. Os cabelos loiros eram a única coisa que tinham cor diferente do preto. Eram anelados, volumosos e com vida.
Ela se sentou à mesa, pediu um café e esperou. Aquela demora a incomodava. Os homens sujos e indignos não disfarçavam e olhavam pra ela na maior cara dura. Isso a constrangia.
Seu rosto sem expressão simpática não os espantava.
O café finalmente havia chegado. Ela precisava da cafeína para deixá-la acordada. Não podia dormir na estrada.

sábado, 22 de maio de 2010

''Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
Á sombra de uma cruz, e escrevam nela:
-Foi poeta - sonhou - e amou a vida''
Álvares de Azevedo

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O cara

Um cara que queria abusar de mim.Começou sorrindo.Aquele sorriso lindo e inocente que todo cara tem quando o achamos lindo e atraente.Depois investiu no olhar.Sedutor e que faz gamar na primeira que se encara.Faz até pensar em coisas que não se deve.Ou deve? Essa era a intenção dele: me deixar na dúvida.
Passou a me ignorar.E aí sim,eu ficava mais atraída.
O jeito com que não me olhava me deixava ainda mais curiosa.
Nada aconteceu entre nós.
Anos se passaram e depois que comecei a aprender sobre a vida, me dei conta que ele queria que eu me apaixonasse.
E ele abusou mesmo de mim.Abusou da minha inocência de virgem.Abusou dos meus pensamentos.
Até hoje meu coração se lembra e volta naqueles tempos do sorriso e do olhar.
Sem nenhuma nostalgia.Pois sei que vou viver isso muitas e muitas vezes mais.
E deixarei ser abusada,abusada pelo amor.
Mas pelo amor verdadeiro.
Não por esses olhares baratos ou sorrisos ingênuos.
E que fique claro,cara.

H.Reis

terça-feira, 18 de maio de 2010

O inferno é lá fora

Arrumou-se de qualquer jeito.Não queria ajuda nem assistência.
O máximo que fez foi roçar nos lábios um batom vermelho sangue.Que era o que a traduzia naquele momento.
Todos a esperavam lá fora.Isso a fazia ficar ainda mais nervosa e revoltada.
''Esperando para que possam ver eu me tornar infeliz?''
Infeliz.Essa era a palavra que mais soava,batia e rebatia em sua cabeça.
Seria seu estado dali pra frente, tinha absoluta certeza.
Quando finalmente chegou lá fora pôde sentir o vento bater em suas partes nuas.
O véu que cobria seu rosto era quase nada.Todo aerado,com isso pôde sentir também o vento no rosto.Se sentiu livre.O frescor do vento a havia despertado daquela obrigação de casar-se com um homem que odiava.
Sentiu novamente a vivacidade de antes em seus olhos.
Sentiu que não precisava de mais ninguém para ser feliz.
E correu.Correu deixando todos a esperando.Correu até que se sentisse cansada e mais viva.
Deixou-se cair no gramado daquele campo tão verde.
Respirou fundo.Amou-se.Livrou-se.
Enfim despertou-se.
Todos a esperavam lá fora.

H.Reis

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Momento ''vá em frente''

Um pouquinho de cor na sua vida.Vai te fazer bem.Pode acreditar.
de H.Reis, com carinho

Diálogo do esquecimento

-O que é isso?
-Ah, é tentativa de paz.
-É verdade, não me dei conta, pois isso é tão raro, não é mesmo?
-Não no coração de quem ama.

H.Reis já sem esperanças

E é isso que me entristece.Ninguém vivo nesse mundo de gente com vida.

H.Reis

domingo, 16 de maio de 2010

Ela

Ela gostava de tomar banho à tarde, quando não era necessário acender a luz do banheiro,pois o sol iluminava tudo, além de aquecer.
Gostava de admirar seu corpo nu diante do espelho,aquilo lhe fazia até bem.
Um corpo adolescente, cheio de curvas, vida, cor.
Gostava de atrapalhar seu cabelo e se sentir um pouco selvagem.Um pouco Maria Bethânia ou Gal.
Sua barriga lisa e morena era a parte de seu corpo que ela mais gostava.Aquele orifício que o alimentara durante 9 meses,há 16 anos atrás, era bem curado pela mãe e bonito também.
Se sentia magra e sadia.Mas gostava de engordar às vezes,aquilo a fazia sentir viva.O poder de mudar sua forma.
Seu nariz nem um pouco convencional não era igual ao de ninguém,nem uma mescla da mãe e do pai.Era o seu nariz.Estranho mas único, só dela.
A boca cheia, carnuda e vermelha era sensual.Quando sua língua fazia pressão sobre ela,a cor ficava mais acentuada e rara.Era a segunda parte mais chamativa de seu rosto.
Mas seus olhos eram indescritivelmente lindos.Eram olhos cheios,cor de mel bem escuro.Não chegavam a ser pretos.Era um enigma.Ela até o tentava descobrir,mas quando ficava na frente do espelho olhando para dentro do olhar de seus olhos, se voltava tonta.E isso a fazia ficar nervosa.Não poder desvendar seu próprio mistério.
E assim ela continuava a viver.Se admirando, tentando se desvendar , ficando brava.E acabava sempre por descobrir que era apaixonada por si mesma.

H.Reis

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Chocolate.Água.Pimenta.

Coisas que sempre se necessita,e isso te tormenta.

Coisas que como o amor fraternal, maternal é impossível viver sem.

Coisas que só se dá valor quando não mais se têm

É como o ar.Coisa tão banal ,tão real e tão..fatal!

H.Reis

domingo, 9 de maio de 2010

Futebol das Letras

Outro dia estava eu com meus neurônios e tivemos uma ideia: escrever é como treinar um time de futebol.É, faz algum sentido.As palavras são os jogadores,o campo é o espaço em que se escreve,o texto é a partida e o escritor é o treinador.
As palavras são primeiramente escolhidas,depois classificadas e cada uma tem seu lugar,o lugar onde melhor se encaixarão para realizar suas funções.
O treinador sofre, pensa,se cansa para colocar todos os jogadores no lugar certo e fazer com que cada um deles realize melhor seu trabalho.Essa é também a tarefa do escritor, mas com suas palavras.
Então meus neurônios e eu nos perguntamos: Quem ganha?Como se ganha?Quem é o adversário?
E respostas não vinham.Acabamos, por falta de resposta, chegando à conclusão de que sempre o time literário ganha,pois as palavras ainda não tem adversário à sua altura.

H.Reis

Imagens verbalizadas

Ás vezes quando estou sem nenhuma inspiração para escrever,pego uma imagem e tento traduzi-la.É uma boa tática: verbalizar imagens, fazê-las se sertirem vivas.Mas e quando isso não dá certo?Pego uma folha branca.Olho,vejo o que posso tirar dali.E acabo despertando a mim mesma.

H.Reis

terça-feira, 4 de maio de 2010

Incapaz,incapaz,in(capaz?)...

Fiquei tentando escrever hoje.Não consegui.Foram crônicas,dissertações,poemas e até poemas sem poesia.Não conseguia escrever nem esse comunicado.Me faltavam palavras, inspiração,paciência e um pouco de mim mesma.Me forcei a tal atividade.Vi que não daria certo.Me julguei a mais incapaz das criaturas.Me castiguei.Eu lia vários textos em outros blogs, os achava os melhores ,mas eu não conseguia escrever nada.Comecei a achar que aqueles textos tão bons me ofuscavam.Desisti dessa ideia, pois não tinha base.Percebi que sou uma mera amante das letras.Um nada diante desse tão lindo e completo artifício.Me sentia incapaz até de copiar algo.Eu o faria ficar pior.
-
H.Reis (num dia nada favorável.)