domingo, 9 de janeiro de 2011
#3
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Flatulando
domingo, 2 de janeiro de 2011
Transparecer
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Verdade no Asfalto
Momento Manuel

De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
- Eu faço versos como quem morre.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Onde tudo começa
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Prosa e poesia
domingo, 28 de novembro de 2010
Com licença*, José Paulo Paes e Vinícius Reis
sábado, 27 de novembro de 2010
A culpa é do Tempo
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Morre-se uma vida
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
#2
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Criança é fogo
Bye, Lets
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Casa amarela, menina cega
Lágrimas na estação
sábado, 6 de novembro de 2010
Morenice aguda
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Andança
domingo, 31 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
F de Consolação
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Segredo Escarlate [parte 1]
terça-feira, 19 de outubro de 2010
As sobremesas da vida
sábado, 16 de outubro de 2010
O pior dos pesadelos
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Continue precisando
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Pequena (in)constante
domingo, 3 de outubro de 2010
Criança é fogo
Presente grego
Eduardo brincava na varanda com os primos que haviam acabado de chegar. Nós, os pais do pestinha, estávamos fazendo sala para minha cunhada e o marido e com os mesmos assuntos de sempre. Chatos e enfadonhos por sinal.
Minha cunhada, porém, veio com um assunto novo que me surpreendeu:
-Helena, esse quadro que demos a vocês de casamento mudou de lugar por que? Lembro-me que da última vez que estivemos aqui ele estava na parede azul da copa, perto da mesa.
-Ah, eu gaguejava tentando arrumar uma explicação, Eduardo, que... que rabiscou esta parede aqui, então colocamos o quadro em cima justamente para tapar o desenho.
-Ah, mas então temos que dar a vocês outro quadro para colocarem lá na parede azul da copa, por que sinceramente, falta uma decoração ali e esse quadro ficava mesmo melhor lá. Vou conversar com a mesma pintora que fez este aqui e ela fará outro, ainda mais bonito , para colocarem na copa, tá bom?
- Não, não precisa Juliana, por favor, fico até com vergonha.
-Ah, mas ia ficar tão bonito... Não diga não,é presente e pronto.
Fiz uma cara de falsa agradecida e olhei pra meu marido ,que, com o olhar, dizia pra eu não falar mais nada e aceitar logo o presente antes que sua irmã começasse a discutir, e nós sabíamos bem que ela era escandalosa.
As crianças enfim cansaram de brincar e vieram para dentro, estavam cansadas e ofegantes de correr e então Eduardo levou todo mundo pra tomar suco. Depois do suco tomado, coloquei Eduardo no meu colo e dei um beijo, precisava aproveitar a época em que ele ainda cabia no meu colo e que ainda não reclamava dos meus beijos em público,afinal, já estava com seis anos. Enquanto estava sentado ali em meus joelhos e mexia no meu cabelo, ele virou para trás, deu uma olhada desconfiada na parede, cerrou as sobrancelhas, voltou-se para mim e perguntou:
-Mamãe, por que toda vez que a tia Juliana vem aqui em casa você coloca esse quadro na parede?
Criança é fogo
H.Reis